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Ácido mandélico: benefícios e como é utilizado

Ácido mandélico

Permanecer linda está sempre na moda para todas as mulheres com autoestima em alta. E tem que ser assim mesmo, pois, quem não gosta de si mesma, como vai gostar de outras pessoas? Quando se trata de preservar a beleza do rosto, então, nem se fala – é preciso evitar ou retirar as manchas que se acumulam com o passar dos anos. E uma das técnicas que está em alta é o emprego do ácido mandélico.

Se nunca ouviu falar, está na hora de adentrar por esse mundo mágico em que quase tudo é possível, em se tratando da preservação da beleza facial. São muitas hoje as técnicas e as alternativas à disposição e, portanto, não vale a pena assistir passivamente os anos estragarem aquilo de que você – e muitas outras pessoas, com certeza – muito gosta.

Combate até as rugas naturais

O ácido mandélico vem sendo utilizado há muito tempo para o tratamento da pele do rosto, inclusive como tratamento preparatório ao peeling, pois chega a retirar até 50% – com técnica mais acurada, pode avançar até um pouco mais – das manchas, rugas e cicatrizes do rosto oriundas de acnes, espinhas e até pelo excesso de sol. E tudo isso com o aplauso de dermatologistas e esteticistas.

Trata-se de uma das substâncias denominadas alfa hidroxiácidos utilizadas exatamente para o tratamento da pele do rosto, incluindo rugas naturais que vêm da idade e anos de vida. Mas, possui uma série de vantagens sobre todos os outros.

Poderoso agente contra infecções

Na verdade, ele já é bem conhecido da medicina, seja para o tratamento da pele ou para outros usos medicinais. Foi descoberto por acaso pelo farmacêutico alemão Ferdinand Ludwig Winckler, em 1831. Isso ocorreu enquanto ele aquecia um extrato de amêndoas, que a ciência chama de amigdalina, junto ao ácido clorídrico, e houve a formação dessa nova substância.

Depois de bastante estudada, o ácido mandélico, que passou a ser chamado de ‘mandélico’ por originar-se da amêndoa, foi utilizado como agente contra bactérias, como, por exemplo, no tratamento de infecções urinárias. Foi tanto o sucesso que, hoje, ele está presente em muitos medicamentos anti-inflamatórios.

Ácido mandélico

É bem mais suave que outros ácidos

Uma de suas características principais, assim como outros ácidos alfahidróxi, é a de atuar de forma especial sobre a taxa de renovação celular, com o que elimina as células mortas que se acumulam sobre a pele da face. Outros ácidos semelhantes, entretanto, e também empregados para acelerar a taxa de renovação das células, como o ácido lático e o ácido glicólico, são mais agressivos e irritam a pele.

O ácido mandélico, entretanto, tem uma apresentação bem mais suave que os outros e pode ser empregado em diferentes tipos de pele, inclusive aquelas pessoas que possuem pele sensível e jamais fizeram a utilização de agentes de esfoliação.

Ácido mandélico remove células mortas

Os dermatologistas explicam que esses tipo de hidroxiácidos, como o ácido mandélico, apresentam características de pouca agressão sobre a pele e, de forma especial quando em concentrações baixas, podem mesmo ser empregados em qualquer tipo de pele. E, desses, repita-se, o ácido mandélico é o mais adequado, por suas características de formulação.

Ocorre que as células de nossa pele, quando já mortas, possuem uma espécie de ‘cola’ que as mantém juntas num mesmo lugar, provocando as manchas. Ao desintegrar essa ‘cola’, o ácido mandélico permite a remoção das células mortas e o surgimento de células novas e, evidentemente, mais saudáveis, dando aquele aspecto mais bonito, leve e brilhante à pele.

Para evitar rugas e manchas da idade

Com o auxílio de dermatologistas ou profissionais treinados, como esteticistas, é possível trabalhar em concentrações mais altas do ácido mandélico, o que permite um tratamento ainda mais profundo da pele. Nestes casos, o componente químico, ao penetrar mais profundamente na pele, promove o estímulo à formação de colágeno e elastina, fazendo também a supressão da melanina.

Com essa reestruturação da pele já sacrificada em alguns pontos do rosto – o que provoca a formação das manchas e até rugas -, há sensível melhora na sua elasticidade e, claro, a renovação da pele nesses locais. O resultado é uma pele também mais saudável, brilhante e sedosa.

Prevenção contra espinhas e acnes

Mas, é bom repetir: essas aplicações em concentrações mais elevadas só devem ser feitas com o acompanhamento médico ou de esteticista treinada, pois podem tornar-se perigosas. Uma das características interessantes do ácido mandélico, e a favor da pele, é que ele é solúvel em óleo. Com isso, apresenta resultados também dentro dos poros, combatendo problemas como acne, provocados pela excessiva oleosidade da pele, assim como também a hiperpigmentação.

Como possui propriedades antibacterianas, como já dito, o ácido mandélico possui alta taxa de eficiência na prevenção de espinhas e acnes, combatendo também aquelas já existentes no rosto da pessoa. Outros tipos de inflamações que, por vezes, ocorrem também na pele, são combatidos de forma preventiva pelo ácido mandélico.

Ácido mandélico

Bom para combater os melasmas

São diversos os tratamentos para os quais este ácido pode ser utilizado. Outro é para combater hiperpigmentação, sardas de todo tipo e melasmas que surjam sobre a pele. Estes melasmas costumam ocorrer como resultado de alterações hormonais na mulher – pode ser, inclusive, pelo uso de pílulas anticoncepcionais – e podem ser obtidas melhoras em até 50% das manchas.

Também a exposição excessiva ao sol, que pode provocar manchas indesejáveis quando não há a proteção por bloqueador solar, pode ser combatida com a aplicação do ácido mandélico. Neste caso, ele age evitando aquela aparência que fica de envelhecimento da pele.

Use com acompanhamento profissional

Por fim, é bom deixar claro que as próprias rugas da pele – aquelas mais leves – e manchas que costumam surgir com o passar dos anos, podem ser combatidas e amenizadas com o emprego deste maravilhoso ácido. Sua característica de oleosidade, por ser extraído de amêndoas, facilita bastante em direção a esses resultados.

Mesmo sendo um produto mais suave e de menor penetração nas camadas da pele, é importante relembrar que ele só deve ser aplicado com a recomendação de um médico dermatologista e, de preferência, com o acompanhamento de profissional habilitado, como esteticistas. Afinal, trata-se de um produto químico que, embora altamente testado, sempre provoca alterações na pele. E, nesse caso, é a sua pele, o que exige cuidados redobrados.

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