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Acne rosácea: conheça as causas, sintomas e como tratá-la

Quem sofre com espinhas sabe que o problema afeta diretamente a aparência da pele e, portanto, muda até a forma como a pessoa se comporta diante da sociedade. As acnes aparecem mais frequentemente na fase da adolescência, quando as alterações hormonais estão no auge, e costuma prejudicar o desenvolvimento social do jovem, que ainda está em fase de descobrimento da personalidade e aceitação por parte da família e amigos.

No entanto, os adultos também não estão totalmente imunes do problema. Muitos são os casos de pessoas com mais de 25 nos que estão procurando consultórios dermatológicos regularmente para tratar as espinhas. Inclusive, há alguns tipos de delas que só aparecem especialmente neste período, como a famosa acne rosácea, que é o assunto do nosso artigo de hoje.

A acne rosácea é uma doença crônica que se desenvolve mais comumente na pele de pessoas com mais de 30 anos e com a pele bem clara (acometendo cerca de 10% desse grupo), principalmente entre mulheres. Não se sabe ao certo porque ela aparece, mas estudos já apontam que o mal não tem cura e se caracteriza apenas por episódios de melhora e agravamento do quadro durante a vida inteira.

Ou seja, qualquer pessoa está apta a contrair a doença. Inclusive, vários famosos já apresentaram casos da acne rosácea, com o ex-presidente americano Bill Clinton, a falecida princesa Diana e a atriz Renée Zellweger. Se você não sabe o que é a acne rosácea e quer conhecer os sintomas e o tratamento ideal, continue lendo esse artigo de hoje e conheça tudo sobre o assunto.

O que é?

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A acne rosácea – ou apenas rosácea, como ela também é conhecida – é uma doença crônica que acomete adultos a partir dos 30 anos de idade. Não se sabe o motivo, mas é mais comum em mulheres do que em homens e, apesar de ser considerada uma enfermidade comum da fase adulta, também há casos raros registrados de crianças que também já apresentaram a doença.

Especialistas também apontam que a acne rosácea é tem como principais vítimas pessoas que têm a pele mais clara, sendo esta a razão para ela ser uma doença com forte predominância em países como os Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e Escócia. Só nos EUA, por exemplo, dados mostram que cerca de 16 milhões de cidadãos são afetados pelo problema.

No entanto, mesmo sendo considerada menos comum no Brasil em comparação a estes países, não está descartada a possibilidade de a acne rosácea aparecer também em pessoas com a pele morena, tonalidade predominantemente mais comum aqui no país.

O nome dado à doença tem a ver com o aspecto avermelhado ou rosado que ela deixa na pele, com uma irritação e lesões inflamadas que aparecem na área central do rosto, principalmente nas regiões da testa, nariz, queixo e bochechas.

No início, ela tende a ser confundida com queimaduras solares, mas, conforme o tempo passa e o estado se agrava, as lesões ficam mais vermelhas e duradouras, o que pode levar à deformidade da pele e, consequentemente, queda da autoestima.

Quais são os principais sintomas?

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A acne rosácea pode apresentar os sintomas conforme o tipo que se desenvolve na pele do paciente. Existem, basicamente, quatro tipos da doença: eritêmato-telangiectásica, pápulo-pustulosa, fimatosa e ocular.

É possível que uma pessoa tenha apenas um dos tipos da rosácea ou desenvolva dois ou mais ao mesmo tempo, sendo de extrema importância ficar atento (a) aos sinais de todos eles para identificar a doença precocemente e procurar ajuda médica para fazer o tratamento imediato e não deixar sequelas no rosto.

Veja, a seguir, como aparecem os sintomas na pele:

Eritemato telangectasia

Entre os seus principais sintomas estão o aspecto avermelhado ou rosado da pele, com pequenos vasos sanguíneos (telangectasias) e sensação de calor ou pinicadas intensa, principalmente na área do nariz e bochechas. A pele ressecada e suor também são alguns dos sinais deste tipo de rosácea.

Pápulo-pustulosa

As suas características se apresentam com a pele avermelhada e lesões pápulo-pustulosas, podendo ser confundidas com os sintomas de uma espinha comum. No entanto, a diferença é que as lesões são mais nodulares neste caso e, ainda, não há a presença dos pontos pretos ou brancos comuns em cravos e espinhas.

Fimatosa

Neste caso, a acne rosácea já compromete bastante a aparência da pele, deixando-a com aspecto espesso, endurecido e avermelhado, além de poros bem dilatados. Este tipo da doença se caracteriza pelo aumento e infiltração das glândulas sebáceas, sendo por isso capaz de aumentar o tamanho do nariz, da testa, das bochechas e do queixo.

Ocular

Os seus sinais aparecem em forma de uma vermelhidão nos olhos, queimação, terçol, olho seco, visão embaçada, coceira nos olhos, alterações no lacrimejamento, descamação na área dos cílios, além sensação de corpo estranho. É possível que a rosácea ocular venha acompanhada de outras lesões na pele. Este é considerado o tipo mais grave da doença, podendo causar até mesmo a perda da visão.

Por que ela aparece na pele?

Como falamos no decorrer desse artigo, as causas da acne rosácea ainda são desconhecidas. No entanto, especialistas acreditam em uma combinação de fatores genéticos e ambientais como os principais motivos para a doença se desenvolver. Segundo eles, há alguns hábitos que podem aumentar o fluxo de sangue na superfície da pele, que podem desencadear ou agravar o mal.

Confira abaixo quais são eles:

  • Ingestão de alimentos ou bebidas quentes;
  • Consumo de alimentos picantes, como pimenta;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Temperaturas muito altas;
  • Exposição excessiva ao sol;
  • Estresse, raiva ou vergonha;
  • Prática de exercícios físicos intensos;
  • Banhos quentes ou saunas;
  • Uso de corticosteroides;
  • Uso de medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos, incluindo alguns medicamentos para pressão arterial.

Como é feito o tratamento?

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Como falamos no decorrer desse artigo, a acne rosácea não tem cura. No entanto, um tratamento adequado pode amenizar o quadro clínico da pele, controlando os sintomas nos episódios em que a doença se manifestar.

Medicação

Em geral, o tratamento da acne rosácea é feito com antibióticos de via oral ou tópica para aliviar a inflamação e vermelhidão da pele. Dentre eles estão o metronidazol 0,75%, ácido azelaico 0,75%, peróxido de benzoila, retinoides tópicos, oximetozolina e brimonidina, que devem ser usados pelo paciente cerca de 1 à 2 vezes por dia.

Para tratar os tipos mais graves da doença, como a pápula-pustulosa, fimatosa ou ocular, são usados os medicamentos mais comuns no caso de acnes, como a tetraciclina e minociclina.

Para controlar os quatro tipos da rosácea, a isotretinoína é a mais indicada, devendo ser usada durante 3 a 6 meses para conter os sintomas da doença. A rosácea ocular também exige, além dos antibióticos, o uso de colírios locais e imunossupressores.

Cirurgia

Os processos cirúrgicos para tratar a acne rosácea costumam ser mais indicados no caso da fimatosa. Isso porque é feita uma correção da pele por conta dos nódulos endurecidos e espessos que estão causando a sua deformidade.

Laser

No caso de acnes rosáceas com presença de vasos sanguíneos na superfície da pele, como o tipo eritemato telangectasia, é necessário um procedimento com laser ou luz pulsada para favorecer a sua destruição e, ainda, clarear a área afetada. Os tipos de laser mais comumente usados para o tratamento são o Pulsed Dye Laser e NdYag.

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