Celulite

Celulite Orbitária: como ela surge e é tratada

Celulite orbitária

Os tecidos profundos das órbitas dos olhos são afetados por uma bactéria e inflamam. É a celulite orbitária, uma doença que provoca grande inchaço na pálpebra, impede o movimento do globo ocular, causa dor e febre. Saiba mais sobre ela nos próximos parágrafos…

A celulite orbitária é também chamada de celulite ocular, uma condição que pode ter sérias consequências quando não tratada, mas que tem cura.

Entre as complicações estão a perda da visão ou audição, a meningite e a septicemia (infecção generalizada).

De um corpo estranho a uma gripe mais agressiva, diversos fatores influenciam o surgimento da celulite orbitária. As causas costumam ser: trauma ocular, sinusite, acne mexida sem higiene, outras infecções, rinite, picada de inseto etc.

Lembrando que fator de risco é algo com capacidade de influenciar a chance de adquirir uma doença. Mas nem mesmo a presença de vários deles significa que alguém vai, definitivamente, desenvolver uma enfermidade.

O desconforto causado pela celulite ocular é grande, chegando a fazer com que a pessoa infectada não consiga abrir os olhos. Além do inchaço da pálpebra, em geral, o paciente apresenta ainda protuberância do globo ocular, febre acima de 39º C, aparência lustrosa e avermelhada na região, mal-estar e visão reduzida.

Importante: os sintomas descritos aqui têm caráter informativo, e são levantados a partir dos aspectos gerais – já conhecidos pela ciência – dos problemas. Apresentar um ou mais destes sinais não significa, necessariamente, que um indivíduo esteja com celulite orbitária. E somente um médico pode dar diagnósticos e prescrever tratamentos.

O micro-organismo mais comum relacionado à celulite ocular é o Staphylococcus aureus. Mas ela pode ser causada também pelo Streptococcus pneumoniae ou Streptococcus pyogenes e anaeróbios. Em quadros de sinusite aguda, o mais frequente é o Staphylococcus aureus. Já os processos crônicos, em geral, têm como causa os gram-negativos e anaeróbios.

Entenda o que é a celulite orbitária

As infecções e inflamações de órbita fazem parte de um conjunto de doenças frequentemente diagnosticadas nas clínicas oftalmológicas, que afetam principalmente as crianças – e são temidas em especial pela possibilidade de chegarem ao sistema nervoso central (SNC).

Elas podem ser divididas em pré-septal e pós-septal, ou celulite periorbitária e orbitária.

A periorbitária é mais constante, sendo reconhecida por não ultrapassar o septo orbital. Uma condição ligada a infecções nas pálpebras, complicações de lacerações, infecções respiratórias altas e infecções oculares externas.

A presença da celulite orbitária também pode representar os primeiros sinais de outras condições, tais como um rabdomiossarcoma ou até uma endocardite bacteriana.

Existem diversas formas de apresentação da celulite orbitária, sendo a conduta de tratamento normalmente feita sob uma abordagem multidisciplinar.

Boa parte das celulites orbitárias apresenta indícios de sinusite com predominância de bilateralidade.

O diagnóstico de celulite orbitaria é feito com base no aspecto e localização da lesão, além de fatores como situação clínica geral, idade do paciente, exames laboratoriais de rotina, hemoculturas e esfregaços corados pelo Gram. Quando o maxilar é afetado, o médico pode ainda solicitar uma punção para colheita de material.

Diante da gravidade do diagnóstico de celulite orbitária, é preciso tomar medidas urgentes para conter sua evolução. O tratamento é à base de antibióticos e, quando for necessário, antivirais, além de internação em quadros mais severos.

É essencial buscar logo atendimento médico porque o ritmo da evolução depende do comportamento da bactéria ou vírus que provocou a doença.

Quando o paciente não é tratado, há risco de comprometimento neurológico e perda de visão. Mas casos assim são mais raros.

Lembre-se: este post tem objetivo de informar. Ele não substitui uma avaliação por um oftalmologista, o único profissional apto a realizar diagnósticos e prescrever tratamentos de acordo com cada caso. Não pratique a automedicação.

Cuide-se! Até a próxima…

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