Estrias

Estrias pós-silicone: a prótese mamária pode causar estrias?

Estrias pós-silicone

Seja para aumentar seios pequenos, melhorar a consistência ou corrigir graus leves de flacidez, a prótese mamária é um dos procedimentos estéticos mais procurados pelas mulheres, ocupando o terceiro lugar no ranking de cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Seja qual for o motivo, uma dúvida é comum a todas as mulheres que buscam o implante de silicone: a prótese mamária pode causar estrias?

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As estrias pós-silicone são mais comuns do que se imagina, principalmente em mulheres que possuem uma pré-disposição a este tipo de lesão. Mas a boa notícia é que existem formas de minimizar o risco de aparecimento dessas estrias e tratamentos para amenizar a sua aparência. Confira!

A relação entre estrias e o silicone

As estrias são cicatrizes formadas pelo rompimento de fibras elásticas devido a um estiramento excessivo e abrupto da pele.

Esse processo pode ocorrer em diversas situações, como no crescimento rápido durante a puberdade, na gravidez e amamentação ou pelo ganho de peso repentino.

Sendo assim, as estrias também podem ocorrer após a implantação de uma prótese de silicone, visto que haverá um rápido estiramento da pele e consequente rompimento das fibras elásticas.

Apesar de ser mais comum em mulheres com pré-disposição às estrias e em casos de próteses muito grandes (que exigem um estiramento maior da pele), as estrias pós-silicone podem atingir qualquer mulher e independente da quantidade de silicone.

Ao romper na pele, as estrias pós-silicone possuem uma coloração rosada ou avermelhada e são mais fáceis de tratar. Mas com o passar do tempo, elas ficam esbranquiçadas e algumas vezes apresentam uma depressão ao toque, formando um sulco na pele. Neste estágio, elas são de difícil tratamento.

Como minimizar o risco das estrias pós-silicone

Existem algumas formas de prevenir e minimizar o risco de desenvolver estrias pós-silicone.

A principal é preparar a pele para o estiramento mantendo-a sempre hidratada. Aposte em hidratantes à base de ureia, que tornam as fibras elásticas ainda mais flexíveis, diminuindo o risco de rompimento. Outras opções hidratantes são o óleo de mosqueta e cremes que contenham vitamina E, óleo de semente de uva e de amêndoas.

É importante hidratar a pele das mamas pelo menos duas vezes ao dia, preferencialmente após o banho, que é quando a pele absorve de forma mais intensa o produto. Essa hidratação deve ser feita pelo um mês antes da cirurgia e três meses depois.

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Também é importante evitar o exagero no tamanho da prótese e seguir a recomendação de volume do cirurgião plástico, afinal, por mais hidratada e elástica que a pele esteja, ela tem um limite e ultrapassá-lo vai causar o rompimento das fibras elásticas e as incômodas estrias pós-silicone.

Fazer a drenagem linfática após a cirurgia também ajuda no combate às estrias, pois faz os seios desincharem mais rapidamente e diminuírem de volume, retirando essa sobrecarga da pele das mamas.

As estrias pós-silicone já apareceram. Tem tratamento?

Se mesmo com todos os cuidados citados acima você desenvolver estrias pós-silicone nas mamas, saiba que existem tratamentos que podem amenizar bastante o aspecto dessas lesões.

A regra geral desses tratamentos é estimular a produção de colágeno e elastina na região dos seios. Conheça as principais técnicas:

  • Carboxiterapia: utiliza-se dióxido de carbono (CO2) injetável para estimular a regeneração celular e a produção de novas fibras de colágeno nas estrias;
  • Radiofrequência e Luz Intensa Pulsada: aplicação de ondas de calor nos tecidos subcutâneos que estimulam a produção de colágeno, afinando as estrias;
  • Peeling químico e de diamante: as duas técnicas promovem um descamação da derme e epiderme, estimulando sua regeneração. A pele nova é mais firme, lisa e elástica, o que atenua as estrias aparentes;
  • Laser CO2 e Erbium fracionado: remodelam as fibras de colágeno, deixando a pele mais uniforme. São indicados para o tratamento de estrias brancas.

Vale ressaltar que os tratamentos para estrias pós-silicone não eliminam 100% do problema, mas amenizam muito a situação. Além disso, são procedimentos invasivos, portanto, é necessário consultar o seu cirurgião plástico sobre qual tratamento fazer e depois de quanto tempo após a cirurgia o procedimento pode ser realizado. E sempre busque clínicas estéticas de confiança, com profissionais qualificados para fazer qualquer intervenção.

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Você teve ou conhece alguém que desenvolveu estrias depois de fazer um implante de silicone? Compartilhe as suas experiências nos comentários!

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