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Vitiligo: conheça as causas, sintomas e tratamentos

Vitiligo

Algumas pessoas apresentam manchas brancas que aparecem de repente na pele. Essa condição se chama vitiligo e é uma doença que atinge cerca 1% da população.

Doença não contagiosa, o vitiligo não traz risco à saúde, mas pode afetar seriamente a autoestima de quem o possui, já que as manchas são bem evidentes, principalmente em pessoas de pele morena.

Leia este post e entenda o que é essa doença, suas causas, sintomas e tratamentos.

O que é vitiligo?

O vitiligo é uma doença cutânea caracterizada pela diminuição ou ausência de melanina – pigmento que dá cor à pele – em algumas regiões do corpo, causando a despigmentação das regiões atingidas.

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Isso acontece através da destruição dos melanócitos, células que produzem e armazenam a melanina, gerando manchas brancas nos locais afetados.

Essas manchas podem ser em áreas isoladas ou espalhadas pelo corpo e é mais comum nos genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (pés e mãos).

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença e é impossível prever a sua extensão. Pode afetar todos os tipos de pele.

Tipos de vitiligo

O vitiligo pode ser dividido em dois tipos, de acordo com a forma como as manchas se manifestam no corpo:

  • Segmentar ou unilateral: manifesta-se apenas em uma parte do corpo, geralmente quando o paciente ainda é jovem, com evolução rápida (cerca de semanas ou poucos meses) seguido de estabilização. Cabelos e pelos da região afetada também podem perder a cor;
  • Não segmentar ou bilateral: é o tipo mais comum e manifesta-se dos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. As primeiras manchas costumam surgir nas extremidades do corpo, como mãos, pés, boca e nariz. A ocorrência de manchas é gradativa e dura a vida inteira, intercalando ciclos de despigmentação (quando a doença se desenvolve) e períodos de estagnação. A duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo.

Causas da doença

As causas do vitiligo ainda não foram totalmente elucidadas. O que se sabe é que a despigmentação da pele ocorre quando os melanócitos – células que produzem melanina (pigmento que dá cor à pele) – morrem ou deixam de produzir esse pigmento.

Os motivos pelos quais os melanócitos param de produzir melanina ou são destruídos ainda são desconhecidos, no entanto, existem algumas teorias.

Acredita-se que o vitiligo seja uma doença autoimune, apesar de não se conhecer nenhum anticorpo que seja responsável por desencadear o quadro. Além disso, ele pode vir associado a outras doenças autoimunes, como diabetes ou doenças da tireoide.

Além disso, há também o fator da predisposição genética à doença, já que em 30% dos casos de vitiligo existe histórico familiar. Fatores externos, como exposição excessiva ao sol, situações de estresse e produtos químicos também podem colaborar para a manifestação da doença.

Sintomas do vitiligo

O principal sintoma do vitiligo é o aparecimento de manchas brancas e bem delimitadas espalhadas pelo corpo. Alguns pacientes relatam sentir maior sensibilidade e dor nas áreas afetadas, mas isso é muito raro. Em alguns casos, a despigmentação pode atingir os pelos do corpo (cabelo, cílios, sobrancelhas, etc) e também as mucosas (parte interior dos lábios e nariz).

Uma vez instalada, é difícil prever como a doença vai progredir. Às vezes, as mancham podem parar espontaneamente, em outros, se espalhar por todo o corpo, com ciclos de desenvolvimento e períodos de estagnação. E isso depende unicamente do organismo do paciente.

As manchas brancas do vitiligo não são contagiosas e a doença não causa prejuízos à saúde. No entanto, a grande preocupação dos dermatologistas é o impacto da doença na saúde emocional do indivíduo. Por serem muito evidentes, as manchas podem impactar a autoestima de forma negativa, sendo um gatilho para o isolamento e a depressão.

Diagnóstico e tratamentos indicados

O diagnóstico de vitiligo é basicamente clínico, ou seja, o médico examina as lesões e solicita alguns exames laboratoriais, como a biópsia cutânea para confirmar a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas e o exame com lâmpada de Wood, que pode ajudar a detectar a doença em pacientes de pele branca.

Além disso, são solicitados exames sanguíneos com análise imunológica a fim de averiguar a presença de outras doenças autoimunes como hepatite, diabetes, doença de Addison ou problemas da tireoide.

Ainda não se pode falar em cura para o vitiligo, no entanto, existem tratamentos para estabilizar o quadro e até estimular a repigmentação da pele.

Os tratamentos são longos e envolvem aplicações de pomadas à base de corticoides, loções e cremes imunomoduladores, banhos de luz e fototerapia (exposição ao sol com uso de substâncias fotossensibilizantes).

O tratamento é individualizado, conforme as características de cada paciente, já que a doença progride de forma diferenciada em cada indivíduo. Vale salientar que os resultados podem variar consideravelmente entre uma pessoa e outra, por isso, somente um dermatologista pode analisar o caso e indicar a melhor opção de tratamento.

É possível prevenir o vitligo?

Como as causas do vitiligo ainda não foram totalmente elucidadas, não há um método de prevenção contra a doença, mas quem tem histórico familiar ou já apresenta as manchas deve tomar algumas precauções para evitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Veja algumas:

  • Evite usar roupas apertadas, que provoquem atrito ou pressão sobre a pele;
  • Evite a exposição solar;
  • Use protetor solar diariamente, com aplicação a cada três horas;
  • Controle o estresse.

É importante lembrar que o vitiligo pode ter um excelente controle com a terapêutica adequada, promovendo a repigmentação e suavizando bem o contraste das manchas com o restante da pele. Portanto, se você apresenta manchas brancas na pele, não se desespere e procure um dermatologista.

Você tem ou conhece alguém que possui vitiligo? Como é a sua experiência com a doença? Deixe um comentário!

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